Victor Maciel, tributarista e conselheiro empresarial, costuma observar que muitas empresas passaram os últimos anos focadas em crescimento, digitalização e adaptação a mudanças econômicas. No entanto, 2026 apresenta um desafio diferente: revisar se o modelo de negócio que trouxe resultados até aqui continua adequado para o cenário atual. Em um ambiente marcado pela Reforma Tributária, pelo avanço da inteligência artificial e por consumidores cada vez mais exigentes, estratégias que funcionavam há poucos anos podem não produzir os mesmos resultados daqui para frente.
Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que competitividade não depende apenas da qualidade dos produtos ou serviços oferecidos. Cada vez mais, ela está relacionada à capacidade de adaptação das empresas. Nesse contexto, revisar processos, estruturas e formas de gerar valor pode deixar de ser uma opção e se transformar em uma necessidade para organizações que desejam crescer de forma sustentável.
O mercado está mudando mais rápido do que as empresas?
Durante muito tempo, empresas conseguiram operar com o mesmo modelo de negócio por décadas sem grandes alterações. Hoje, porém, a velocidade das transformações tornou esse cenário menos comum. Mudanças regulatórias, novas tecnologias e alterações no comportamento dos consumidores vêm exigindo respostas cada vez mais rápidas por parte das organizações.
Nesse contexto, Victor Maciel destaca que muitas empresas ainda tomam decisões baseadas em realidades que já não existem. Embora essa postura nem sempre gere impactos imediatos, ela pode reduzir a capacidade de adaptação do negócio e comprometer sua competitividade ao longo do tempo.
A Reforma Tributária pode acelerar essa transformação?
As mudanças relacionadas à Reforma Tributária estão levando muitas empresas a reavaliar custos, cadeias de fornecimento e estratégias de crescimento. Em diversos setores, o debate já não se limita ao impacto dos tributos, mas também à forma como as operações estão estruturadas para lidar com o novo ambiente regulatório.
Por isso, Victor Maciel observa que 2026 pode marcar um período de revisão estratégica para muitas organizações. Empresas que antes competiam com base em determinadas vantagens podem precisar buscar novas formas de eficiência, enquanto negócios mais organizados tendem a encontrar oportunidades para fortalecer sua posição no mercado.

A tecnologia está exigindo novas formas de gestão?
A popularização da inteligência artificial e da automação trouxe ganhos importantes de produtividade. No entanto, a simples adoção de novas ferramentas não garante melhores resultados. Em muitos casos, a tecnologia apenas evidencia problemas que já existiam, como processos ineficientes, falta de integração entre áreas e dificuldades na tomada de decisão.
Sob essa perspectiva, Victor Maciel ressalta que empresas mais preparadas são aquelas que conseguem alinhar tecnologia e gestão. Afinal, a inovação gera mais valor quando está conectada a objetivos claros e a uma estrutura capaz de transformar informações em decisões estratégicas.
O crescimento continua sendo suficiente?
Durante muitos anos, crescer foi considerado o principal indicador de sucesso empresarial. Atualmente, porém, empresas de diferentes setores têm percebido que expansão sem organização pode gerar desafios significativos. O aumento da complexidade operacional, por exemplo, pode comprometer margens e dificultar a gestão.
Nesse cenário, o CEO da VM Associados, Victor Maciel, acompanha um movimento em que eficiência operacional, governança corporativa e gestão baseada em dados ganham cada vez mais relevância. Além disso, empresas que revisam seus modelos de negócio com frequência costumam identificar oportunidades de melhoria antes que problemas estruturais afetem seus resultados.
O futuro pode pertencer às empresas mais adaptáveis
Em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico, a capacidade de adaptação tende a se tornar um diferencial competitivo relevante. Isso não significa abandonar estratégias bem-sucedidas, mas compreender que todo modelo de negócio precisa evoluir para continuar gerando valor ao longo do tempo.
Diante dessa realidade, Victor Maciel, consultor em gestão, observa que empresas mais resilientes são aquelas que questionam constantemente seus processos, estruturas e formas de atuação. Da mesma forma, revisar modelos de negócio não significa admitir falhas, mas reconhecer que o mercado mudou e que acompanhar essa transformação pode ser decisivo para o crescimento sustentável nos próximos anos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
