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Politica

Projeto na Câmara quer atualizar o Marco Legal das Startups para incluir IA e bioeconomia

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez Diego Rodríguez Velázquez julho 15, 2026
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5 Min de leitura
Projeto na Câmara quer atualizar o Marco Legal das Startups para incluir IA e bioeconomia
Projeto na Câmara quer atualizar o Marco Legal das Startups para incluir IA e bioeconomia
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Cinco anos depois de entrar em vigor, o Marco Legal das Startups pode passar por uma revisão significativa.

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar 193/26, apresentado pelo deputado Josenildo, do PDT, que propõe alterar a Lei Complementar 182/21 para incorporar temas que ganharam relevância no ecossistema de inovação nos últimos anos, entre eles a economia digital, a inteligência artificial, a bioeconomia e as compras públicas inovadoras.

Contents
Cinco anos depois de entrar em vigor, o Marco Legal das Startups pode passar por uma revisão significativa.O que muda na práticaNovos parâmetros para definir uma startupO que já havia mudado com a lei originalPróximos passos da tramitação

A proposta chega em um momento no qual o setor de startups já opera de forma bastante diferente daquela existente quando a lei original foi sancionada, em 2021. Segmentos como inteligência artificial aplicada a negócios e bioeconomia, por exemplo, praticamente não tinham peso relevante no debate legislativo da época e hoje concentram parte importante dos investimentos de venture capital no país.

O que muda na prática

Na prática, o projeto acrescenta dispositivos à legislação atual voltados a incentivar o aumento de capital disponível para o setor, o investimento em empreendedorismo inovador e medidas que estimulem a transformação digital das empresas nascentes. O texto também amplia a segurança jurídica para investidores, ponto sempre sensível quando se trata de atrair capital de risco para negócios ainda em fase de consolidação.

Outro eixo da proposta é o fortalecimento de mecanismos já previstos na lei original, como o ambiente regulatório experimental, conhecido no mercado como sandbox regulatório. Esse instrumento permite que agências reguladoras, como a Anvisa, suspendam temporariamente algumas exigências normativas para empresas que estejam testando soluções inovadoras, reduzindo barreiras burocráticas durante a fase de validação de novos modelos de negócio.

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Novos parâmetros para definir uma startup

Um dos pontos mais concretos do projeto é o reajuste dos critérios que definem uma startup para fins legais. Hoje, o Marco Legal das Startups considera como startup a empresa com até dez anos de registro no CNPJ e receita bruta anual de até R$ 16 milhões. A nova proposta eleva o teto de enquadramento para R$ 50 milhões e amplia o prazo de registro considerado para até 15 anos.

Essa mudança ampliaria de forma significativa o número de empresas que passariam a ter acesso aos benefícios previstos na lei, como o investimento por meio da figura do investidor-anjo, que pode aportar capital sem se tornar sócio da empresa, e a contratação facilitada por órgãos públicos por meio de licitações especiais criadas justamente para viabilizar a compra de soluções tecnológicas inovadoras pelo poder público.

O que já havia mudado com a lei original

A Lei Complementar 182/21, sancionada em 2021, já havia representado um avanço relevante ao regulamentar instrumentos como o investidor-anjo e ao criar uma modalidade especial de licitação, batizada de Contrato Público para Solução Inovadora. Esse mecanismo permite que a administração pública contrate startups para testar soluções tecnológicas voltadas a problemas específicos do setor público, com prazos e valores definidos em lei.

Na época de sua aprovação, o objetivo declarado do governo era fomentar o ambiente de negócios, aumentar a oferta de capital para investimento em startups e disciplinar a forma como o poder público contrata soluções inovadoras. O projeto atual busca justamente atualizar esse arcabouço para acompanhar setores que amadureceram desde então, caso da inteligência artificial e da bioeconomia, hoje entre os focos prioritários de capital de risco no país.

Próximos passos da tramitação

O projeto ainda depende de análise nas comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação em plenário, e seu texto pode sofrer alterações relevantes ao longo do processo legislativo. Como costuma acontecer com propostas dessa natureza, o debate deve envolver tanto representantes do setor de inovação quanto órgãos ligados à gestão pública, já que parte das mudanças propostas afeta diretamente a forma como o Estado contrata soluções tecnológicas.

Fonte: PDT na Câmara

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